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Vender semijoias em feira e evento: o guia prático

A feira é o único canal onde a cliente toca a peça, experimenta e decide na hora. É também o único onde você pode voltar para casa com peça faltando.

Atualizado em Leitura de 7 minutos Por Rozza Joias, semijoias desde 2022

O que a feira faz que nenhum outro canal faz

Na feira a cliente toca a peça, experimenta, vê no espelho e decide na hora. Isso elimina os dois maiores atritos da venda por mensagem: a dúvida de tamanho e a desconfiança de cor e brilho na foto.

O resultado é conversão muito mais alta por pessoa atendida. O custo é que a feira concentra risco: você leva estoque, expõe a peça ao público e assume o controle dela por horas.

Onde vale e onde não vale

TipoCostuma funcionarPor quê
Bazar em condomínio ou empresaSimPúblico fechado, já com renda, baixa concorrência
Evento de igreja, escola, associaçãoSimConfiança prévia, público recorrente
Feira de artesanatoDependePúblico está em modo passeio, não compra
Evento com muitas vendedoras do ramoRaramenteMesmo produto, decisão vira preço
Evento grande e pagoCuidadoA taxa pode comer o resultado inteiro

A pergunta que separa evento bom de evento ruim: as pessoas estão lá para comprar ou para passear? Público em modo passeio elogia, experimenta, fotografa e vai embora.

E antes de confirmar, pergunte duas coisas a quem organiza: quantas vendedoras do mesmo segmento vão estar, e qual é a taxa. Se a taxa é fixa e alta, calcule quanto você precisa vender só para empatar.

O que levar

Separado em três listas, porque o que mais falha é o terceiro grupo.

Peça e exposição

  • Expositores que deixam a peça na altura dos olhos, não deitada na mesa. Peça deitada não brilha.
  • Espelho. Sem espelho, a venda de brinco e colar cai muito.
  • Toalha de mesa lisa e escura, que valoriza peça dourada e prateada.
  • Luz própria se o ambiente for fechado. Uma lâmpada de luz branca muda completamente a aparência da peça.

Pagamento

  • Maquininha carregada, mais o carregador.
  • QR de Pix impresso e plastificado. Mais rápido que digitar chave e evita erro.
  • Troco. Notas pequenas, separadas antes. Perder venda por falta de troco acontece muito.
  • Plano B de internet. Rede de evento cai.

Controle

  • Lista das peças que saíram de casa, impressa. Essa é a mais esquecida e a mais importante.
  • Caderno ou planilha para anotar cada venda na hora, com forma de pagamento.
  • Caneta, sacolinhas, cartão de cuidado da peça.
  • Álcool em gel e flanela, para higienizar brinco experimentado.

Preço e desconto, decididos antes

A pior decisão de preço é a tomada na frente da cliente. Defina em casa:

  1. O preço de cada peça, com etiqueta visível. Peça sem preço faz a cliente perguntar, e perguntar é um atrito que ela às vezes não vence.
  2. O combo. "Duas peças por X" aumenta ticket sem virar negociação individual.
  3. O seu limite de desconto, em número, e o que você pede em troca: levar mais uma peça, pagar à vista, indicar alguém.

Atenção para quem trabalha no consignado: o preço costuma ser de tabela e definido pela marca. O que você pode fazer é abrir mão de parte da sua própria comissão, e isso sai do seu bolso. Antes de anunciar qualquer promoção de feira, confirme com o fornecedor o que é permitido.

A conta de até onde dá para descer está em margem de lucro na revenda de semijoias.

O controle que evita o prejuízo

Esse é o assunto que ninguém trata e que transforma uma feira boa em prejuízo. Em evento, peça desaparece: por furto, por peça que caiu, por peça que a cliente levou para mostrar a alguém e não voltou.

Quatro medidas que resolvem quase tudo:

  • Conferência na saída e na volta. Com a lista impressa, item por item. Sem isso você não sabe que perdeu, e descobre semanas depois no acerto.
  • Peça de maior valor fora do alcance direto, em expositor atrás de você ou em caixa que você abre.
  • Nunca fique sozinha em evento movimentado. Uma pessoa atende, a outra olha a mesa. Atender três clientes ao mesmo tempo sozinha é o cenário em que peça sai.
  • Anote a venda na hora, não no fim do dia. Memória de fim de feira não funciona, e divergência no caixa some com a sua margem.

No consignado isso é mais sério: a peça é da marca e está sob sua guarda. Perda costuma ser cobrada no acerto, e o critério está no contrato. Vale reler antes do evento: contrato de consignação de semijoias.

O que fazer depois, que vale mais que o dia

O dinheiro do dia é o menor ganho da feira. O maior é a lista de contatos.

  1. Peça o WhatsApp de quem comprou e de quem não comprou. Quem elogiou e não levou é a sua melhor lista para a semana seguinte.
  2. Anote o que cada pessoa olhou. "Gostou do brinco de pérola e achou grande" é uma mensagem pronta para quando chegar um modelo menor.
  3. Mande mensagem em até dois dias. Depois de uma semana a feira já saiu da cabeça dela.
  4. Registre o que vendeu e o que nem olharam. Isso define a maleta da próxima.

O roteiro de conversa para esse retorno está em como vender semijoias no WhatsApp.

Perguntas frequentes

Vale a pena vender semijoias em feira?
Vale quando o público está em modo de compra, não de passeio. A feira é o único canal em que a cliente toca a peça, experimenta e decide na hora, o que eleva muito a conversão. Em troca, exige controle de estoque, troco e maquininha.
O que não pode faltar em uma feira de semijoias?
Espelho, expositores que deixem a peça na altura dos olhos, luz branca própria se o ambiente for fechado, maquininha carregada, troco em notas pequenas, QR de Pix impresso e a lista impressa das peças que saíram de casa.
Posso dar desconto em feira trabalhando no consignado?
Depende do fornecedor. No consignado o preço costuma ser de tabela e definido pela marca, e o que a consultora pode fazer é abrir mão de parte da própria comissão. Confirme o que é permitido antes de anunciar qualquer promoção.
Como evitar perder peça em evento?
Confira item por item na saída e na volta com lista impressa, mantenha peça de maior valor fora do alcance direto, não fique sozinha em evento movimentado e anote cada venda na hora em vez de no fim do dia.
Qual o maior ganho de uma feira?
A lista de contatos, não o caixa do dia. Peça o WhatsApp de quem comprou e de quem só olhou, anote o que cada pessoa viu e mande mensagem em até dois dias, enquanto a feira ainda está fresca na memória dela.
Sem custo, sem compromisso

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